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Guia de diagnóstico

Como detetar vinhos mortos e referências que travam a rentabilidade

Cada referência sem rotação é capital imobilizado, espaço desperdiçado e um sinal de que algo não funciona na sua seleção, preço ou posicionamento.

Índice

  1. 1.O que é um vinho morto e porque importa
  2. 2.Causas habituais do stock sem rotação
  3. 3.Como fazer uma auditoria de rotação
  4. 4.Critérios de decisão: manter, mover ou retirar
  5. 5.Como prevenir a acumulação futura
  6. 6.O sistema de alertas de que precisa

1. O que é um vinho morto e porque importa

Um vinho morto é uma referência que não se vende há mais de 90 dias.

Não é necessariamente um mau vinho — pode simplesmente não encaixar na sua carta, no seu público ou no seu preço. O custo é triplo: capital imobilizado, espaço em garrafeira e risco de deterioração.

Um restaurante com 250 referências e 20 % de vinhos mortos pode ter entre 15 000 € e 50 000 € de capital imobilizado

Os vinhos jovens sem estágio perdem frescura com o tempo

Sem um sistema de deteção, os vinhos mortos acumulam-se por inércia

2. Causas habituais do stock sem rotação

Os vinhos não morrem sozinhos.

Existem padrões claros que explicam porque certas referências deixam de se vender.

Preço fora da gama: um vinho demasiado caro para a sua categoria

Concorrência interna: dois ou três vinhos semelhantes na mesma secção

Mau posicionamento na carta

Mudança de ementa sem ajustar a carta de vinhos

Compras emocionais: o escanção prova um vinho numa feira e compra 3 caixas

Falta de recomendação: a equipa não conhece o vinho e não o recomenda

3. Como fazer uma auditoria de rotação

A auditoria de rotação é um processo estruturado para identificar todas as referências problemáticas.

Passo 1 — Listar todas as referências com a data da última venda

Passo 2 — Classificar: ativa (<30 dias), lenta (30–90 dias), morta (>90 dias)

Passo 3 — Calcular o capital imobilizado por categoria

Passo 4 — Identificar padrões: partilham características?

Passo 5 — Comparar com a carta: estão bem posicionadas?

Passo 6 — Tomar decisões usando a matriz de decisão

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4. Critérios de decisão: manter, mover ou retirar

Nem todos os vinhos sem rotação devem ser retirados.

Alguns podem recuperar-se com ações concretas.

Manter se: margem elevada e pode reativar-se com melhor posicionamento

Passar a copo se: poderia funcionar no formato a copo

Promover se: incluí-lo em menu de degustação ou evento temático

Negociar devolução se: o fornecedor aceita devoluções

Retirar se: não encaixa, não tem margem e não há forma viável de o rodar

Regra de ouro: se não se vendeu em 180 dias e não há plano de reativação, deve sair

5. Como prevenir a acumulação futura

A prevenção é mais eficiente que a deteção.

Regra de entrada: cada nova referência requer justificação

Limite de stock: não comprar mais de 6–12 unidades de uma referência nova

Período de teste: 60–90 dias com suporte ativo

Protocolo 'um entra, um sai'

Revisão mensal de rotação: 30 minutos por mês

6. O sistema de alertas de que precisa

O ideal é ter um sistema que o alerte em tempo real quando uma referência começa a perder velocidade.

Alerta precoce (30 dias sem venda): a referência precisa de atenção

Alerta urgente (90 dias sem venda): decisão obrigatória

Alerta de stock excessivo: quando o stock supera os 90 dias de venda estimada

Dashboard mensal: resumo com referências em alerta e capital imobilizado

Sem este sistema, os vinhos mortos são detetados demasiado tarde

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Perguntas frequentes

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